Da curetagem aos restos psíquicos

Paula Land Curi

Resumo


Derivado da experiência clínica com mulheres que sofreram abortamentos espontâneos e necessitaram ser submetidas ao procedimento de curetagem, esse artigo objetiva tecer considerações acerca da assistência prestada quando essas clamam por tratar seus restos psíquicos. Aposta que vivência da perda gestacional deixa um resto a ser considerado na trajetória de vida dessas mulheres, pois, perseverando, pode implicar em dificuldades para o deslanchar de suas histórias.

Palavras-chave


procedimento de curetagem; abortamento espontâneo; clínica; restos psíquicos

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