A leitura de Green sobre a pulsão de morte e o narcisismo em Além do princípio do prazer

Tatiana Monreal Cano

Resumo


A afirmação freudiana de que a aspiração da pulsão de morte é tender à redução completa das tensões até o retorno ao estado inorgânico não gerou convicção entre os analistas. No entanto, a centralidade do conceito de destrutividade na Psicanálise contemporânea sugere a confirmação da hipótese da pulsão de morte. Ao examinar os argumentos desenvolvidos por Freud em “Além do princípio do prazer” (1920), Green identifica, ao lado das especulações engendradas pelo biologismo mítico, outra hipótese que dispensa a filogênese. Centrando-se em uma passagem do texto de 1920, o autor sustenta que a teoria do narcisismo, apoiada na ontogênese, oferece uma justificativa teórica para a inserção da pulsão de morte na metapsicologia.

Palavras-chave


pulsão de morte; pulsão de vida; metapsicologia; biologismo mítico; filogênese; ontogênese; narcisismo

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Referências


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